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Saga de Lampião

Álbum · Nossa Terra · Estilo: Sertanejo Raiz

Prestem bem muita atenção
Na história que eu vou contar
Uns dizem que foi herói
Outros, vilão do lugar
Pelas trilhas da caatinga
Muito chão ele pisou
Em barranca de riacho
Matou, pilhou e roubou
Mas de Maria Bonita
O coração conquistou

Virgulino, o Lampião
Com Maria a caminhar
Nos grotões enluarados
Sob as estrelas a brilhar
Com seus cabras bem armados
Fez o sertão clamar

Êh, êh, oh, oh, Lampião!
Foi herói ou foi vilão?
Êh, êh, oh, oh, Lampião!
Foi herói ou foi vilão?

Destemido igual não houve
Mas o destino é traçado
À volante não resistiu
Lá no Angico emboscado
Sob uma chuva de aço
Caiu o rei do cangaço

Mão firme do Sebastião
Vigilante na espreita
A volante enfurecida
Fez a cobrança perfeita
Naquela manhã de julho
A morte foi a colheita

Sem pena e sem cerimônia
O aviso não foi dado
Separaram a cabeça
Do corpo já castigado
E o que restou da carcaça
No pó ficou abandonado

Quanto à Maria Bonita
Godoy foi quem a executou
A Rainha do Cangaço
Que a navalha silenciou
Naquela madrugada fria
Só o urutau cantou

Êh, êh, oh, oh, Lampião!
Foi herói ou foi vilão?
Êh, êh, oh, oh, Lampião!
Sua história ficou escrita
No pó do sertão!

Ficou no pó do sertão...
A história de Lampião.

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Composição: Mizael Bispo