Álbum · Nossa Terra · Estilo: Sertanejo Raiz
Entre vilas e moradas
Sob o sol ou invernada
O Velho Chico caminha
Nessa sua longa jornada.
Guardião das águas do sul a norte
Caprichoso em seu destino
Deixa o sertão muito forte
Desde o tempo de menino.
Nunca foi carrasco ou algoz
Do caboclo camponês
Que lavra a terra e tem voz
Nesse rio de vez em vez.
Seus riachos são pulmões
São artérias de vazão
Que alimentam as nações
Nos confins do meu sertão.
Pelos índios batizado
Como o grande "Opará"
Um "Rio-Mar" abençoado
Que não cansa de jorrar.
O Velho Chico é grandeza
Mesmo quando está ferido
É a mão da natureza
Para o povo esquecido.
Quem bebe da sua água
Sabe o valor que ela tem
Mata a sede e mata a mágoa
De quem não tem mais ninguém.
Guardião das águas do sul a norte
Caprichoso em seu destino
Deixa o sertão muito forte
Desde o tempo de menino.
Nunca foi carrasco ou algoz
Do caboclo camponês
Que lavra a terra e tem voz
Nesse rio de vez em vez.
Mata a sede em seu torrão...
Livra a morte em seu torrão...
Rio de vida... em meu sertão.
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Composição: Mizael Bispo