Álbum · Nossa Terra · Estilo: Boi-Bumbá
Láaa... lá, lá, lá, lá, láaa....
Lêêê...lê, lê, lê, lê, lêêê.....
Lelê-riú... lá, lá!
Lalá-riú... lê, lê!
Lariú, lariú... lariú, lá, lá!
Leriú, leriú... leriú, lê, lê!
Dizem que no Norte tem uma serpente,
Uma cobra enorme, bicho encantado.
Surge no mistério, no meio da mata,
Pelo clarão da lua, o corpo prateado.
Dizem que vira um caboclo garboso,
Um moreno forte, dono do salão,
Pra seduzir a cunhã mais formosa,
Na festança mística de São João!
A lua nova clareia a floresta,
O rio reflete as águas enluaradas.
Ele dança o boi, celebra a festa,
E some no brilho das madrugadas.
Filho de índia com a Grande Serpente,
Seu nome é lenda: Cobra Honorato!
Caminha na terra entre toda a gente,
Cansado da vida de bicho do mato.
Quer despir a pele, deixar de ser cobra,
Nessa sina eterna que vai e que vem,
Buscando o destino que o tempo não dobra:
Viver neste mundo como gente também!
Com sua pele de homem...
Homem-cobra, cobra-homem!
Cobra-homem, homem-cobra!
Dizem que no Norte tem uma serpente,
Uma cobra enorme, bicho encantado.
Surge no mistério, no meio da mata,
Pelo clarão da lua, o corpo prateado.
Dizem que vira um caboclo garboso,
Um moreno forte, dono do salão,
Pra seduzir a cunhã mais formosa,
Na festança mística de São João!
A lua nova clareia a floresta,
O rio reflete as águas enluaradas.
Ele dança o boi, celebra a festa,
E some no brilho das madrugadas.
Filho de índia com a Grande Serpente,
Seu nome é lenda: Cobra Honorato!
Caminha na terra entre toda a gente,
Cansado da vida de bicho do mato.
Quer despir a pele, deixar de ser cobra,
Nessa sina eterna que vai e que vem,
Buscando o destino que o tempo não dobra:
Viver neste mundo como gente também!
Com sua pele de homem...
Homem-cobra, cobra-homem!
Cobra-homem, homem-cobra!
Láaa... lá, lá, lá, lá, láaa....
Lelê-riú... láaaaaaaa!
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Composição: Mizael Bispo